How far can the words go on the whole World with the Internet

As soon as I’ve finished my High School at the Military Academy, I decided do study Architecture and Urban Planning. I just have a general idea about the profession, but the interest on drawing used to follow me as I was just a teenage. I really loved to take a blank paper and draw mainly human faces. Day by day, I was filling sketchbooks with my skillfully works. Each detail of the human body attracts me – eyes, ears, noses, breasts, buttocks, legs, feet, hands. I equally liked to sketch naked and dressed bodies. Although the natural forms of the human being full my eyes with fascination, the difficulty of drawing cloths on them just excites me. I just love to conquer untamed territories. I also like to draw trees, because it is really difficult to represent each leaf that compounds its foliage. As my classmates used their free times for playing soccer or attending movies, I preferred to fill my holidays creating comics to full my drawers. This preference gave me a few pounds over the average that I maintain, part of them, until nowadays. Other preference I demonstrated since earlier time: it was the pleasure of helping people the obtain knowledge. As I was a teenage I asked my father to build a blackboard on our garage to study with my friends, mainly mathematics. I used to teach the majority of the time. Seated by the table during the night, studying and drawing, it made predictable, as consequence, the wear of glasses.

After graduated in Architecture and Urban Planning I started my professional life developing projects and building up them. At that time in my country, they didn’t have yet the right respect for our draws and this drove me to also raise Buildings. I just did almost all projects: architecture, structure, water supply, plumbing drainage, fuel gas piping, septic system, electricity, fire detection and protection, artificial lighting and I also divided with a partner the responsibility with the construction field. It’s obviously that nowadays I only work with architectural ones, but the curiosity, the necessity of obtaining knowledge and to conquer new territories, made me study all these subjects. I also liked to be with the crew and share with them the project’s solutions and the way they can go faster with less effort, but maintaining the work’s quality. This preference of creating in a construction field and training the group made me study more and more and drove me to a University as a professor. I really liked to make researches and at the construction’s field it was not the best place to do that. A private University where I studied Civil Engineering was the perfect place where to work. I like organized places and I had bad experiences with public companies.

As a professor I studied more and deep. First, I’ve learned profoundly about the subject of my disciplines, and then I began a research about teaching strategies. It is not easy to be a professor and I use to tell this to my students. To have a group of smart boys presenting questions to a teacher it is actually uncomfortable. You must like it and you have to study every day. The books inside my car prove this theory. The knowledge must follow the professor everywhere and the professor must try to find it anywhere he goes. This is the way I discovered Professor Pedro Demo, a Brazilian Philosopher that worked at the Brasilia University and nowadays cross the country teaching how to learn  learning in this Century.  With him I’ve learned that all professors must be authors and also all the students. You better present things you created it or you modified it. This sentence made me produce a Blog to testify this experience and also to motivate my colleagues and my students.

Today I have a great surprise, as I face the Blog’s statistics. The texts, created to encourage colleagues and students, now can be read by people that live in all continents around the world. The Blog is so simple. It was created with only the tools the owner’s platform offered me. It has only cultural contents. It is divided into three sectors: Articles, where I present scientific issues; Comments, where I share texts I’ve sent to newspapers and they usually print only part of them; and Arts, where I present poems, scripts and theater’s texts. The difference of colors shows us the quantity of readers. Brazil, obviously have more readers, because I was born and live there and the majority of texts were be written in Portuguese. Mexico, in North America, has a large number of readers, followed by Peru, Colombia, Venezuela, Chile, Argentina, Ecuador, Uruguay, Bolivia, Panama and Paraguay, perhaps because they also are placed in South America and the contents interests to them or the reality I expose is so similar to theirs. In North America we can also find readers in United States and Canada. Dominican Republic, Nicaragua, Panama, Guatemala, Honduras, El Salvador and Puerto Rico compound the countries the Blog’s readers have been settled in Central America. In Europe, people from Portugal, Czech Republic, Spain, Netherlands, Italy, United Kingdom, Moldavia and Romania also show interest in the contents of my Blog. In Asia we can find readers in Russian Federation, Indonesia, Taiwan, Jordan, India, Philippines, Turkey, Hong Kong, Bulgaria, Georgia, Sri Lanka, Thailand, Latvia, Iraq, Saudi Arabia, Republic of Korea, Japan and Pakistan. Australia has also readers and they can as well be finding in the following countries of Africa: Mozambique, South Africa and Kenya.

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A large group of these countries I never step on nor have friends there. The readers are only attracted by the contents. It shows me that people around the world still show interest for cultural contents, something that can inspire me to produce more contents and invite professors and students to use this international, free and open space to share ideas and viewpoints.

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Formas de conceber e expressar conceitos arquitetônicos

O processo dicotômico que marca o ser humano desde a mais tenra idade, materializado pelo não maternal em prol do bem estar e da segurança dos mais jovens em oposição ao sim, como forma de expressão de um desejo de conhecimento e de conquista; segue o homem, ao longo de sua vida e perpassa as diversas áreas do saber. A arquitetura, enquanto uma dessas zonas do conhecimento, vive esse conflito dialético, pois por um lado é arte, ao transmitir sensações por meio de suas formas, texturas e cores; por outro é técnica, ao conferir abrigo às atividades de seus demandadores e usuários. Ao arquiteto cabe resolver uma situação problema, geralmente formalizada em um Programa de Necessidades, utilizando os materiais e as técnicas construtivas presentes e tendo como limitadores do processo de criação as imposições legais e as disponibilidades financeiras para investimento; além dos determinantes climatológicos e do sitio. Uma forma de mitigar esses conflitos conceituais é afirmar que arquitetura é, antes de tudo, ciências humanas sob base tecnológica, o que a aproxima tanto da sociologia, com todos os seus conceitos filosóficos subjacentes, como da forma sistêmica e pragmática de encarar o mundo dos engenheiros.

Não há uma maneira única do arquiteto encarar uma situação problema e responder com uma proposta formal. Tanto pode ser de fora para dentro, partindo o projetista de um conceito, de uma expressão tridimensional de um modelo imaginado e a partir deste, definir os fluxos e os diversos componentes edilícios; como pode ser também de dentro para fora, onde a articulação das unidades espaciais pré-concebidas, culminam por gerar o objeto arquitetônico a ser construído. Dentro da primeira linha de pensamento são encontrados os arquitetos formalistas que definiram os conceitos de uma arquitetura internacional, que está muito mais ligada com os determinantes delineados pelos segmentos corporais, dissociado-os das vertentes culturais e regionais, e nesse grupo se incluem vários projetistas francófonos, entre eles Le Corbusier e seu discípulo local, que gerou milhares de seguidores – Oscar Niemeyer. No segundo grupo estão incluídos os arquitetos formados pela Escola germânica Staatliches Bauhaus, criada por Walter Gropius, e que com o advento e conseqüências da segunda guerra mundial se espalharam pela Europa e pela América.

Como Escola, a Bauhaus serviu de modelo para várias instituições de ensino superior espalhadas por todo o mundo; pois preconizava o saber-fazer nos seus projetos pedagógicos dos cursos, bastante utilizado pelas metodologias educacionais ativas contemporâneas, em que o aprendiz é sujeito de seu processo ensino – aprendizagem, onde são valorizados não só os aspectos cognitivos, mas as habilidades, competências, valores e atitudes adquiridos ao longo da formação discente. A Escola alemã, bastante integrada com a Revolução Industrial com gênese anglófona, primava por uma formação na arquitetura, artes e desenho industrial. O recém ingresso na instituição germânica deveria se dedicar ao estudo dos materiais, antes mesmo dos fundamentos teóricos da profissão abraçada. A instituição era dividida em três blocos: um de ensino, um para ateliês e um terceiro para a residência dos estudantes; o que materializava a prática na vivência acadêmica e a imersão nos estudos.

Como exemplo, a Arquitetura Internacional fez discípulos por todo o mundo. Era uma versão mais contemporânea e adaptada da École de Beaux-Arts francesa, onde a forma se impõe sobre a função, onde os aspectos plásticos assumem mais importância que o atendimento objetivo das necessidades dos usuários. Brasília, com linhas urbanísticas de inspiração socialista, definidas em pleno regime militar por Lúcio Costa, guarda em sua trama urbana, vários exemplares das curvas sinuosas e esteticamente primorosas do maior arquiteto que o Brasil viu nascer – Niemeyer. Enquanto o espírito da escola alemã inspirou as politécnicas brasileiras, as escolas francesas encontraram terreno propicio nas universidades. Até o século passado o conceito de arquitetura estava intimamente ligado ao da obra de arte, o que distanciava o projetista do cidadão comum e os associava as construções monumentos e suntuosas. Foram os preceitos da Bauhaus, de uma arquitetura mais utilitária, pragmática e despojada de ornatos, que estimularam os arquitetos à produção em série de bens edificados, que colaboraram sobremaneira com as reconstruções do pós-guerra e com a socialização da profissão de arquiteto pelas populações menos abastadas. Cresce o número de arquitetos trabalhando nas edificações residenciais multifamiliares e nos espaços urbanos.

Fortaleza segue esse cenário. No primeiro quartel do século passado, os primeiros arquitetos formados começam a chegar do Rio de Janeiro, Salvador e Recife. O espírito da École de Beaux-Arts corre nas veias dos profissionais recém chegados e prédios do Art Nouveau e do Art Décor passam a conviver com os sobrados coloniais. A cidade ainda respira do espírito da Belle Époque. Já no meio do século passado, Brasília se torna destaque no cenário internacional e, algum tempo depois, a primeira escola de arquitetura se instala na cidade, conferindo mais facilidade aos que almejam abraçar a profissão do criador de espaços. Os pressupostos construtivistas da Bauhaus se fazem presentes em sua Matriz Curricular, mas as linhas sinuosas de Niemeyer inspiram estudantes e professores. O mercado local prefere pagar por partidos menos rebuscados e os arquitetos formados põem em prática o aprendido com a escola alemã de Gropius.

Os esvaziamentos dos centros históricos das cidades de todo o mundo e a busca por uma qualidade maior de vida nas periferias urbanas estimularam a demanda pela atividade do profissional arquiteto. Novos mercados se abrem para esse artífice dos espaços edificados, com o surgimento e o crescimento tanto do desenho urbano, quanto da arquitetura de interiores, da gestão da construção, da comunicação visual e do restauro. As cidades se verticalizam e os arranha-céus passam a compor a paisagem e adensar o território. A mobilidade urbana já é ponto de pauta dos gestores municipais com os arquitetos e a acessibilidade o grande diferencial para a inclusão social. Novas escolas se abrem pela cidade e pelo interior do Estado. Nos computadores dos discentes já se pode observar tanto a preocupação, estimulada pelos professores, com o conforto ambiental, a construtibilidade e a sustentabilidade, materializado nos desenhos bidimensionais, como a preocupação formal avaliada nas modelagens tridimensionais. Cada vez mais se faz necessário esse processo dialético entre representação gráfica e modelagem computacional. Forma e função em uma discussão continua. Plástica e produtividade em uma mesma análise de valor agregado. O mercado local já exige do profissional formado a preocupação com a racionalização dos processos de produção dos edifícios, e as boas universidades já estão atentas e trabalhando nesse sentido, para formar profissionais cada vez mais aptos a liderar, usar bem da tecnologia e trabalhar em equipe, principalmente no momento em que as profissões se diversificam com o aprimoramento e o desenvolvimento tecnológico. A cidade é reflexo direto desse amadurecimento intelectual e do desenvolvimento científico. A profissão deve atender aos anseios de seus usuários e a formação ser o reflexo das habilidades, competências e atitudes exigidas pelos adquirentes dos bens produzidos. As escolas e as correntes vão deixando para as gerações futuras as suas contribuições marcadas nas páginas da história da arquitetura e do urbanismo; ao tempo em que novas formas de manifestações arquitetônicas, como o descontrutivismo de Peter Eisenman e o expressionismo de Frank Gehry, começam a se apresentar como estratégias de valorização urbanística no cenário internacional e não tardam por aportar na cidade da luz e da cultura do efêmero.

CENTRO DA CIDADE DE FORTALEZA – Um olhar no passado na perspectiva do futuro

Ladeando a fachada sul da fortificação holandesa de Schoonenborch, cujas sólidas muralhas norte ainda jazem presentes na paisagem urbana de Fortaleza e que podem ser facilmente contempladas nos deslocamentos ao longo da avenida Leste-Oeste, cresceu a cidade lusitana da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. De fato, o forte não foi a primeira edificação local; os portugueses, antes mesmo da invasão batava, construíram uma fortificação de madeira na foz do rio Ceará, o Forte de São Sebastião, construção que teve os seus registros perdidos nas páginas da história da cidade. Hoje, a praça Santiago, implantada na Barra do Ceará, tenta resgatar e manter viva a presença da fortificação lusitana na lembrança dos que nessa terra nasceram e notificar aos visitantes, com mais esse marco visual, a presença – ou melhor – a ausência de uma evidência histórica; reflexo direto da marca impiedosa do tempo e do pouco interesse e valor conferido, por significativa parte da população cearense, ao patrimônio local edificado. Ainda há um culto excessivo ao que é de fora, talvez influência do tempo do Brasil Colônia, ou mesmo da época em que a França era o celeiro cultural do mundo ocidental e Paris o grande sonho de consumo das classes mais abastadas, quer fosse para a morada, quer para os estudos aprofundados dos descendentes ou mesmo para visitas ou simples motivo para viagens, que se faziam a bordo de grandes embarcações mercantes. Hoje esse culto é materializado na utilização excessiva de termos anglófonos e no desejo intenso e presente no fortalezense de se utilizar e vivenciar culturas exógenas. Navegadores espanhóis também tiveram a oportunidade de tocar o solo cearense, em paradas estratégicas para aprovisionamento de suas naus, segundo descobertas recentes de historiadores e pesquisadores locais, como o escritor e jornalista Itamar Espíndola. Esses europeus não puderam tomar posse da terra, por imposição do Tratado de Tordesillhas, que dividia o mundo a ser conquistado entre os grandes navegadores portugueses e espanhóis, e esse território específico seria de propriedade lusitana. Há indícios, segundo os estudos realizados, de que o grande navegador espanhol Vicente Yañez Pinzon teve fundeado na enseada do Mucuripe, marcando com uma cruz a sua passagem no território, e aproveitando para batizar o local de Rostro Hermoso, uma alusão à beleza da paisagem natural encontrada.

A cidade da Fortaleza, por algum tempo simples proteção do território nacional contra invasores estrangeiros, passou a ter destaque no cenário do Estado a partir da utilização do porto local para a exportação, principalmente para a Inglaterra com a independência dos Estados Unidos e natural cisão, dos insumos produzidos no interior do Estado, transportados em princípio por terra pela Rede de Viação Baturité, e depois por cargueiros europeus, para a posterior utilização na Indústria Têxtil européia. Cresce o bairro do Jacarecanga, com o incremento de uma área para o beneficiamento industrial e a morada de operários e industriais. Verticaliza-se o Centro com a construção de casarões para abrigar os beneficiados dessa nova atividade econômica. Embeleza-se a Fortaleza com o afrancesamento cultural marcado pela Belle Époque. O Centro cresce e incha até a fase conhecida no Planejamento Urbano de Congestão, em que se inicia a procura por uma maior qualidade de vida; isto ocorrendo não só em Fortaleza, mas nos grandes centros urbanos, espalhados por todo o Mundo. As periferias urbanas são eleitas para esses novos assentamentos, inclusive conferindo nova forma de implantação urbana às unidades edificadas, estas passam a receber recuos, onde são alocados pomares e jardins – uma releitura aprimorada das chácaras periféricas para veraneio e lazer. O golpe de misericórdia final, e que culminou com o esvaziamento significativo do centro histórico da cidade de Fortaleza, foi a criação dos terminais rodoviários e o consequente desvio do centro da cidade, de significativa parte do fluxo do transporte urbano. Grandes órgãos públicos, como o Fórum, também deixaram a área central e buscaram novos sítios.  Essa conjunção de eventos culminou por produzir um Centro da Cidade com vários espaços desocupados e ambientes urbanos inseguros.

Diante de um cenário tão caótico, que estratégias de planejamento urbano podem ser adotadas e implementadas. Primeiro, a solução não deve ser só do poder público, mas devem ser incentivadas as Operações Urbanas Consorciadas – dispositivos legais, previstos pelo Estatuto da Cidade, que dividem as responsabilidades da gestão do solo urbano e conferem possibilidades de parcerias público – privadas, para o equacionamento de questões urbanas que perduram por várias gestões municipais. Depois, deve ser definida e monitorada a correta utilização dos espaços públicos, oferecendo áreas onde possam ocorrer atividades mercantis e conferindo novos espaços de morada, inclusive pela substituição do antigo uso comercial, de diversas unidades edificadas, para o fim residencial. Com um Centro da Cidade mais limpo, mais organizado e melhor utilizado, devem ser estimulados, por meio de incentivos fiscais, o restauro das edificações de interesse histórico, ou mesmo a simples exposição das fachadas originais das edificações, pela retirada de componentes edilícios que as encobrem, e que foram bastante utilizados no último quartel do século passado, no sentido de conferir uma pseudo-modernização aos conjuntos construídos. Certamente os restauros e as remoções dos componentes de fachada irão conferir um diferencial para aquele espaço urbano, agregando valor e estimulando as visitas. Em contrapartida, deve ser apoiada e incentivada essa nova centralidade. Para a melhor utilização dos espaços urbanos e a conseqüente segurança, essas áreas devem ser utilizadas plenamente e nas vinte e quatro horas do dia; por essa razão, deve ser incentivada a coexistência do uso comercial, de utilização preferencial diurna, com o uso residencial, com maior freqüência de uso no horário noturno. O uso turístico do Centro da Cidade pode se configurar em um outro vetor de revitalização e de plena utilização dos espaços edificados; pois significativa parte da história da cidade está concentrada naquela região, por meio de seus prédios, espaços públicos, relatos e vivências do cotidiano da população que por lá ainda vive ou desempenha a sua atividade comercial por um bom tempo. A imagem da cidade para a população mais madura está, certamente, correlacionada com a região central da cidade. O grande atrativo turístico de Fortaleza, e também da população residente, é de fato a orla marítima; mas a utilização do centro da cidade pela hotelaria, certamente vai conferir um outro diferencial para os que visitam a cidade, principalmente se dispuserem de um transporte urbano que tanto os leve a conhecer a cidade em pequenos city-tours, como também os transporte para a região praiana, maior atrativo da Terra da Luz sem a menor sombra de dúvida.

PAELLA MARINERA – a mi modo

INGREDIENTES:

Pescado (Atún, Caballa y Raya)

Aceite

Ajo

Cebolla

Salsa

Cebolleta

Caldo de Pescado

Calamar

Sepia

Mejillón

Almeja

Arroz

Azafrán

Pimiento Rojo

Pimiento Amarillo

Camarón

Gamba

Laurel

 

MODO DE HACER:

 

  1. Se cocina el pescado y se obtiene el caldo;
  2. Se divide el pescado en trocitos;
  3. Se cocina el arroz;
  4. Se calienta el aceite hasta hervir y se añade ajo y cebolla en trocitos;
  5. Se añade salsa y cebolleta, también en trocitos;
  6. Se añade el caldo de pescado a los trocitos de atún, caballa y raya;
  7. Se cocina por tres minutos, amalgamando bien, y se añade el arroz;
  8. Se añade el azafrán tras conferir el color amarilla al arroz;
  9. Se añade calamar, sepia, mejillones y almejas, y se cocina más un poco;
  10. Se añade los pimientos rojo y amarillo tras conferir los colores de España;
  11. No se mece más en el plato y se añade gambas y camarones precocidos;
  12. Se añade dos hojas de laurel;
  13. Se queda por unos quince minutos, en fuego alto, hasta que gambas y camarones se queden rojos;
  14. Se cubre el sartén y se baja el fuego por cinco minutos; y
  15. Está listo, ya se puede degustar – buen provecho.

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Mudando o modo de morar

A pós-modernidade, com a super valorização do efêmero e com a presença massiva de componentes tecnológicos na vida cotidiana, tem produzido uma mudança significativa no comportamento do homem contemporâneo. Essas alterações de formas de proceder têm produzido diferentes propostas para as edificações e para os espaços urbanos da atualidade.

Se no primeiro quartel do século XX as edificações eram planas, ou no máximo sobrados, que se justapunham no alinhamento do passeio, e as funções urbanas de morar, trabalhar, estudar, consumir e ter lazer se distanciavam em percursos compatíveis com leves caminhadas, e a comunicação se fazia através das janelas, das cadeiras nas calçadas ou de recados enviados pelos meninos; o cenário observado em apenas um século depois é totalmente diferente – um morar cada vez mais verticalizado, uma mobilidade urbana extremamente comprometida pela presença intensa de um equipamento desenvolvido para facilitar os deslocamentos, uma comunicação intermediada por diversos aparelhos portáteis, com tecnologias embarcadas, um volume enorme de informações chegando por muitos meios interconectados, uma dificuldade admirável na manutenção de relacionamentos estáveis, cidades desenhadas na escala dos veículos e não mais dos pedestres. Essa nova tipologia de aglomerado urbano ganhou a denominação de telépole no linguajar específico dos profissionais de arquitetura e urbanismo.

Essas alterações se refletem também na forma de morar, agora empoleirada em apartamentos. As cidades se agigantam, apesar dos planejadores, e a necessidade de fortalecer as centralidades, culminam por acumular, cada vez mais, edifícios um ao lado do outro. Os espaços de convivência migram das áreas públicas de passeios e praças, para as privadas dos shopping centers. Os edifícios residências também recebem nova roupagem. O crescimento do valor da terra, reflexo direto da elevação da demanda, associado ao aumento do custo de construção, pela necessidade maior de verticalização e do incremento tecnológico incorporado às edificações, além da pouca pesquisa desenvolvida no Brasil em novos materiais e técnicas construtivas, tem gerado espaços individuais cada vez menores. Uma forma encontrada pelos arquitetos e incorporadores de compensar essa diminuição continua da área de morar é a ampliação das áreas condominiais, agregando a essas, espaços de lazer e de convivência coletiva. Os ambientes para receber os amigos, que no inicio do século XX estavam diretamente relacionados com a intimidade da convivência familiar, hoje acontecem, de forma partilhada, nos pavimentos inferiores das residências multifamiliares. Essa postura tenta também mitigar o individualismo crescente reforçado pela posse individual de celular, laptop, carro, televisão, quarto. A intimidade do conviver está hoje presente nas redes sociais virtuais, uma questão a ser aprofundada pelos especialistas, pois certamente produzirá efeitos danosos no relacionamento interpessoal presencial.

Diante desse cenário de espaços cada vez mais diminutos e individualizados, o mobiliário assume um papel fundamental na customização das unidades espaciais. O Japão sai na frente desse processo, por possuir um território diminuto com uma população enorme, e cria na cidade de Tóquio as Torres Cápsulas Nagakin, proposta do arquiteto nipônico Kisho Kurokawa, um dos precursores do Metabolismo japonês. Essa edificação é composta por módulos residenciais, ou de escritório, metálicos presos em duas torres de concreto. Esses módulos são fixados por parafusos nas torres, o que possibilita o seu deslocamento e / ou remoção, embora, até hoje, ainda não tenham ocorrido tais mudanças. Esses módulos podem se justapor, compondo unidades mais complexas, com áreas maiores. Cada módulo pré-fabricado, com dimensões de 2.5 m × 4.0 m × 2.5 m, possui acoplado todo o mobiliário e equipamentos necessários ao uso residencial de um habitante. Embora tenha sido inicialmente proposto para atender a demanda por moradia de jovens solteiros japoneses, esse módulo é bastante utilizado como segunda moradia de trabalhadores nipônicos, que desenvolvem suas atividades profissionais em uma cidade, têm suas famílias em outras, e em função da distância entre essas duas localidades, elegem cidades dormitórios para seus pernoites ao longo da semana, reservando para a família só os finais de semana.

Imagem Interior da Cápsula

Para o caso brasileiro, a utilização apropriada do mobiliário é fundamental, tanto para otimizar os espaços internos diminutos das edificações, quando para cumprirem as funções específicas definidas por seus proprietários. Para isso a industria tem tido a preocupação de desenvolver móveis com componentes modulados que se ajustam mais facilmente às características especificas de cada unidade espacial, de cada morada ou escritório. Para a escolha desse mobiliário é importante a presença de um profissional que entendendo os fluxos existentes nas unidades espaciais, eleja móveis que melhor se ajustem as características antropométricas dos usuários e aos valores dos alcances mínimo, médio e máximo, tanto produzidos pelo homem estático, como em movimento nos ambientes definidos. Esse mobiliário pode também ser projeto especificamente para cada unidade espacial e refletir melhor o desejo de utilização de seus proprietários, devendo o projetista atentar para a possibilidade futura de comercialização desses imóveis e mobiliários. Quanto mais facilmente poderem ser adaptados a novos espaços e novas formas de utilização e interesses de novos proprietários, maior valor comercial terão.

Diante das características de usuários, imóveis e mobiliário cada vez mais presentes na pós-modernidade, urge uma adoção por projetista, construtores, produtores de móveis, de sistemas mais racionalizados de projeto, execução e montagem, de modo a que a adoção de sistemas modulares compatíveis facilite, cada vez mais, os ajustes as características específicas de usuários e de espaços ou móveis idealizados e construídos para facilitar e melhorar a qualidade de vida nos espaços urbanos e edificados.

A morada reduzida e a qualidade de vida.

Trezentos e cinqüenta e oito metros quadrados é toda a área disponibilizada para a circulação dos três tripulantes da Estação Orbital Internacional, e para que estes passageiros desempenhem as funções: habitar, pesquisar, captar e gerar energia, além de controlar resíduos. Esse empreendimento envolve um consórcio de 15 países: Estados Unidos, Rússia, Canadá, Japão, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido, além de montantes vultosos de capital imobilizado. Em áreas também diminutas vivem e trabalham os profissionais militares que cuidam da segurança de seus países de dentro de submarinos. São razões de ordens técnica e econômica que condicionam os dimensionamentos desses espaços, mas intenso treinamento e um mobiliário específico são desenvolvidos para tornar mais confortável o conviver nesses ambientes resumidos e confinados.

A questão da habitação popular no Brasil e os espaços reduzidos para a utilização de seus usuários, não é conseqüência direta de um planejamento cuidadoso e de um desenho específico para o mobiliário. Vive-se também em pouca área na Alemanha, como em boa parte da Europa. É comum nesses países a comercialização de imóveis com menos de cinqüenta metros quadrados de área útil, mas há uma preocupação com o desenho do mobiliário que garanta a reversibilidade na utilização dos espaços, visto que as funções: dormir e se alimentar, por exemplo, são excludentes, ou seja, ocorrem em horas distintas e não há, em principio, a possibilidade de se alimentar no mesmo momento em que se dorme. Há hoje, na maioria dos países escandinavos, a preocupação com os impactos ambientais e um planejamento cuidadoso das edificações é realizado de modo a garantir a sustentabilidade para a produção dos espaços construídos, e por via de conseqüência, urbanos. Há todo um monitoramento na produção dos insumos para as edificações, de modo a diminuir a pegada ecológica. Entende-se como pegada ecológica a marca deixada pelo homem no meio – ambiente a partir de suas ações efetivas de modificação da paisagem natural. Há uma preocupação, nesses países desenvolvidos, com a geração individual de energia e o reuso das águas servidas. Há também uma previsão para o destino dos materiais de construção na fase de desmantelamento, ou seja, quando o edifício perde a sua função de uso e se transforma em resíduos urbanos. Por sua vez, na América, os Estados Unidos albergam programas de certificação para edificações produzidas de forma mais racional, respeitando o meio ambiente e a qualidade dos espaços produzidos. É uma forma de identificação das empresas com responsabilidade social, é um reconhecimento utilizado para a promoção e venda dos produtos, em contrapartida as ações efetivadas pelas corporações.

O que ocorre neste país sul-americano, de dimensões continentais e de ainda grandes vazios urbanos, é que para minimizar o custo final das edificações e melhor se ajustar às capacidades de pagamento dos futuros usuários dos imóveis, as áreas dos empreendimentos são diminuídas pelos projetistas, são retirados pelos construtores acabamentos como: emboço, reboco e pintura, essenciais para a conservação e a durabilidade dos bens edificados, ou até mesmo os acessórios, por serem de fato “acessórios” no entender dos que produzem o espaço urbano, e entre esses se incluem: papeleiros, saboneteiras e toalheiros, são também normalmente subtraídos dos objetos acabados.

Precisa ser entendido, plenamente, o conceito da função habitar, e o que integra essa função. É o simples lote urbanizado que possibilita ao adquirente ir construindo em função de suas posses e que confere uma pluralidade de soluções individuais ao espaço urbano, às vezes sem o devido apuro técnico ou tecnológico. É a construção associada em regime de mutirão, que estimula a ação coletiva, embora, regularmente, comprometa o resultado final pela pouca qualidade da mão de obra empregada. Ou é a produção em série dos bens, realizada por empresas formalmente constituídas, e que possibilita uma melhor qualidade no resultado final, embora com regularidade, contribua para uma monotonia no desenho do espaço urbano. O fato é que, há ainda uma enorme demanda de bens por edificar e uma população co-habitando ou vivendo em unidades habitacionais sem infraestrutura ou sem condições mínimas de qualidade de vida. Há, também, um documento produzido a partir de uma ação do Ministério das Cidades e a colaboração da sociedade civil, o Plano Estadual de Habitação de Interesse Social do Estado do Ceará, que necessita tomar corpo e efetivar as ações planejadas. Há ainda, no centro de Fortaleza, uma quantidade de imóveis desocupados, que certamente poderiam ser utilizados para mitigar essa demanda por novos lares. Como corolário, se pode até entender, que a ocupação intensa e nos diversos períodos, diurno e noturno, dos espaços urbanos favorecem também para uma maior segurança nas cidades, pois o próprio constrangimento social acaba por minimizar os impulsos delituosos de alguns.

Enfim, urge uma aproximação mais efetiva dos centros de pesquisas e das universidades dos órgãos de promoção e fomento da produção popular de bens construídos, como também dos responsáveis diretos pela realização dos mesmos, para que novos materiais, técnicas construtivas sejam desenvolvidas de modo a garantir a qualidade e a melhor utilização dos imóveis produzidos com custos mais acessíveis, mas sem a diminuição pura e simples dos espaços edificados. As pesquisas estão sendo desenvolvidas, mas não há ainda a efetiva e intensa utilização das mesmas na produção local. Os pesquisadores detêm o conhecimento e os contatos com outros centros com as mesmas preocupações. É fundamental se pensar na sustentabilidade quando se interfere no meio ambiente, embora ainda se possua uma quantidade significativa de espaços não edificados e de áreas não urbanizadas. É importante que os projetos atendam a composições familiares diferenciadas e especificidades regionais e climatológicas. É indispensável que os gestores entendam que essa significativa parte da população brasileira, que ainda não teve a oportunidade de geração de renda, que garantisse a sua independência financeira, é parte integrante da população local e que merece, por parte dos gerenciadores das cidades, como também dos projetistas e dos planejadores do espaço urbano, uma maior preocupação e uma mais intensa dedicação de tempo de pesquisa para a produção de espaços que garantam qualidade de vida a essa população e que ela possa, cada vez mais, colaborar para o desenvolvimento do país, que hoje já consegue se destacar no cenário internacional, não por suas mazelas, mas por seus aspectos positivos e por sua potencialidade de mercado produtivo e consumidor de bens industrializados.

Morando nas ruas e dormindo nas praças

Uma dura realidade que se apresenta na cidade da pós-modernidade é a ocupação irregular dos espaços públicos. Cada vez mais se vê cidadãos se utilizando das áreas coletivas para a sua necessidade básica do habitar. Associada à morada, outras demandas fundamentais do homem estão atreladas: o se alimentar, o trabalhar, o ter lazer, o se relacionar até intimamente, o realizar das necessidades fisiológicas. Cada vez mais os centros históricos das grandes cidades brasileiras começam a contar uma nova história: a do abandono, da sujeira, da perversão, do descompromisso. A dura realidade das periferias chega ao cerne econômico das metrópoles. Ricos e pobres dividem um mesmo sítio. As novas centralidades acabam por expulsar os mais abastados para ambientes mais homogêneos.

É importante que se entenda a cidade como um espaço a ser socializado por todos os seus citadinos, não importa credo, raça, posição social, condição financeira, origem, profissão; mas é essencial que se compreenda o conceito de cidade enquanto polis, entendida desde sua gênese grega como a comunidade devidamente organizada e formada por seus cidadãos. Cada componente do espaço urbano tem funções sociais bem definidas. A própria Carta de Atenas, firmada no Congresso Internacional de Arquitetura Moderna no inicio do segundo quartel do século passado, definiu como funções urbanas: o habitar, o circular, o trabalhar, o cultivar do corpo e do espírito. Seguindo esses preceitos se pode entender que uma servidão pública, e uma praça pode ser entendida dessa forma, deve ser partilhada por todos de igual maneira e na justa medida; mas se deve entender uma praça para atender à mobilidade urbana, o lazer, até mesmo o cultivar do corpo ou do espírito, quando se agrega a ela áreas verdes, ou mesmo recortes da paisagem natural ou cultural. É admissível que alguns possam até desempenhar atividades mercantis nessas áreas de convívio tão nobres, desde que atendam a interesses de uma coletividade. O coletivo deve sempre soar mais forme que o individual, quando se trata do uso socializado desse espaço. Ver áreas tão nobres das grandes cidades sendo ocupadas como moradas temporárias ou, em alguns casos, quase permanentes, é um desvirtuamento da função primeira desse espaço da sociedade.

O uso do espaço coletivo deve ser intenso e continuo. Ocupar vinte e quatro horas essas áreas irá garantir vitalidade e segurança para os que dele partilham. Não basta só requalificar um espaço de convívio urbano, ou seja, renovar os seus traços, remodelar os seus contornos, redesenhar as suas linhas; necessário se faz ocupar essas áreas, dar vida, conferir usos, garantir permanência nas horas do dia e durante as noites. Edificações antigas podem até, respeitando as orientações das Cartas Patrimoniais, receber novos usos. Os passeios devem propiciar acessibilidade a todos. Um desenho inclusivo que acolha não só aos com limitações visuais, auditivas e motoras, mas se deve pensar também em um grupo social que cresce significativamente em todo o mundo, nos últimos anos – os idosos; como também devem ser consideradas as populações de grávidas, obesos, anões, crianças, enfim todos que, em fases específicas de suas vidas apresentem limitações ou debilidades. A qualidade de vida no ambiente urbano deve ser a linha condutora de todo o processo de projeto e de intervenção no espaço edificado.

Essa questão não deve se entendida simplesmente na sua vertente legal, ou seja, a força da policia é suficiente para contornar o problema. É claro que uma incisão cirúrgica se faz mister, mas é importante que se indague as causas dessa concentração de pessoas. O que está por trás desse comportamento social. Será uma carência de moradia? Um simples reflexo da estrutura econômica e social da cidade e do país? Limitações financeiras que impossibilitam a mobilidade urbana diária? Postura ideológica de propriedade do solo que confere um olhar mais tolerante para essa ocupação urbana? O uso de drogas que acaba por produzir uma exclusão do convívio familiar? Uma disputa por espaço de trabalho? Enfim, se deve ter um diagnóstico preciso das causas para que a ação gerencial seja mais efetiva. É importante que cada cidadão assuma a sua cota-parte de responsabilidade social sobre o espaço coletivo e não simplesmente esperar dos gestores ações efetivas. O alertar, o apoiar, o observar, o apontar, o próprio constrangimento social, são todas ferramentas eficazes, se tomadas em conjunto, para se encontrar de forma coletiva a solução para o problema local, mas que também é encontrado em vários centros urbanos em torno do mundo.

Não é o centro da cidade das grandes cidades que atraem essas pessoas, é a falta de uso, de vigilância, do cuidar do espaço não edificado. Esse acúmulo ocorre nos centros urbanos em que se constata certa estagnação, uma desocupação, um vazio de gente por boa parte das horas do dia ou da noite. Podem ser encontradas pessoas dormindo também em áreas não edificadas em volta de prédios públicos ou privados, desde que os olhos dos donos ou de seus prepostos não exercitem eficazmente a ação do cuidar, do vigiar. Áreas arborizadas, parques urbanos, canteiros centrais, marquises, alto de árvores, se considerarmos uma volta às origens da função habitar do ser humano, tudo pode albergar um cidadão carente, um ser urbano que merece também fazer parte do planejamento e ser acolhido de forma eficiente, de serem também atendidas as suas necessidades de habitar, trabalhar, estudar, se tratar, conviver, conquistar com seu esforço um espaço para chamar de seu e abrigar o seu corpo das intempéries.

O primeiro passo é entender a questão social que envolve a conduta e o comportamento dessa parcela da população. Depois indagar das causas e definir estratégias para mitigar o problema. Entender que da mesma forma que o ser humano é bastante complexo as relações sociais são complicadas. Os gestores e os planejadores do uso e ocupação do solo urbano devem estar bem conscientes que essa população partilha o espaço urbano e, portanto, deve ser incluída nas diversas fases de planejamento, inclusive na anamnese – como entendem e interpretam essa necessidade de utilização de espaços coletivos para o uso privado da moradia. A cidade também é construída para eles e constituída por eles. Certamente, no final de todo esse processo, se vai constatar que esse tipo de ocupação é apenas um sintoma para uma questão bem maior que envolve as demandas e a escassez presentes na sociedade pós-moderna.